sábado, 19 de maio de 2012

A virgem dos lábios de mel

    José de Alencar foi um grande escritor nascido na cidade de Mecejana, no ceará, em 1 de maio de 1829 e faleceu no dia 12 de dezembro de 1877 no Rio de Janeiro. Uma de suas maiores obras foi o livro tipicamente brasileiro, Iracema a virgem os lábios de mel.

    O livro Iracema aborda os conflitos tribais e conta a história de amor vivida por Martim e Iracema. Martim é um jovem (guerreiro branco português) e amigo de Poti (guerreiro da tribo dos pitiguaras) e Iracema (ira-mel e tembe-labios) é uma jovem índia tabajara filha de Araquém (o velho pajé da tribo dos tabajaras) e irmã de Caubi (índio tabajara).

    A história começa quando Martim perde-se de seus amigos, e vai parar na tribo dos tabajaras. Iracema (inocente) brincando com sua confidente e amiga Ará, passa diante dela um misterioso guerreiro, ela acaba achando que é um estranho espírito da floresta e sem pensar ela rapidamente acerta uma flecha no rosto do desconhecido, que por si se chama Martim, ao decidir ir vê-lo a virgem se sente culpada de ter o atingido  mas ao mesmo tempo pensa que ele é uma ameaça a sua tribo, mas notando o grande engano ela quebra a flecha com ele (acordo de paz). Quando Iracema o ajuda a se levantar os dois se olham e dali surgi um amor inevitável, ela então o convida para se hospedar em sua tribo, ao chegar o guerreiro branco foi bem recebido.

    Martim foi hospedado na casa do pai de Iracema, na noite em que chegam esta havendo uma comemoração pela volta dos maiores guerreiros da tribo e um deles era Irapuã (o apaixonado por Iracema), mas este foi um amor não correspondido. Martim e a Índia começam a trocar olhares. Martim vê que esta na hora de parti, pois seus amigos os pitiguaras estavam entre os conflitos tribais com os tabajaras e foi ajuda-los, mas a virgem por si fica triste ao ver seu amado ir embora. Irapuã cerca o guerreiro não o deixando partir, pois queria mata-lo por ter roubado a sua virgem, mas ela ao ver a cena o protege deixando que nada o aconteça. A índia chega ao ponto de fugir de sua tribo pra viver com seu amado. O casal acaba procurando a ajuda de Poti na tribo dos pitiguaras (que são inimigos dos tabajaras).

    Os tabajaras ao verem a traição de Iracema promovem uma batalha onde até seu irmão Caubi esta presente para vingar Martim por ter levado a embora. Quem acabou vencendo a guerra foram os pitiguaras, Martim por sua vez a dor e o sofrimento da pobre índia por ter traído sua tribo, ele resolve então com a ajuda de Poti construir uma cabana perto da praia para que ele viva com sua esposa e seu filho a caminho.

    Iracema se sente abalada por vê a tristeza de Martim por ter deixado sua pátria. Poti e Martim seguem a uma viagem longa e ele nem ao menos se despede de sua esposa, meses se passaram e a cada dia a índia ficava mas fraca e doente, morrendo  por conta da saudade e da tristeza que estava tendo, acabava não se alimentando e acaba dando a luz ao seu filho sozinha que da o nome de Moacir (filho nascido da dor e do sofrimento). Martim ao chegar vitorioso com mas uma guerra vencida, percebe o estado de Iracema sentada de baixo de uma arvore ela mesmo sem força alguma estende seu braço e lhe entrega o filho e neste instante morre deixando as lembranças para traz. Com tudo o que aconteceu Martim leva seu filho embora para Portugal e depois de longos anos retorna ao ceará Moacir é o primeiro indo brasileiro nascido no ceará.
   
    A obra de José de Alencar, apesar te conter palavras em tupi que e um pouco difícil de falar que quase não conseguir compreender é um livro bom com uma beleza nacional que mostra a primeira fase do romantismo, ele conta transformando o índio em um verdadeiro herói brasileiro. Um livro pequeno, mas com um belo valor cultural o autor consegue prender a leitura fazendo com que o leitor visualize mentalmente o cenário vivido pelos seus personagens.
   
    Digo que sim me senti perdida ao decorrer do livro, pois nunca tinha conhecimento de ler um livro com palavras em tupi mesmo assim no momento em que me encontrei no livro eu o achei lindo, legal, bem feito e trágico ao ver Iracema morrer por amor mesmo sabendo que seu amado não o amava totalmente. O livro mesmo contendo palavras difíceis é um livro que vale a pena ser lido por aqueles que gostam ou não de literatura, pois ler este livro você ira ter um conhecimento um pouco mais de como foi à primeira geração romântica (romantismo).



Bruna O.

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